Congresso Brasileiro de Sementes: O Que É o Maior Evento do Setor na América Latina
O que é o CBSementes, quem organiza, como funciona a programação e o que a Nova Spectra levou para a XXIII edição, em Foz do Iguaçu.

Quem trabalha com análise de sementes no Brasil ouve falar do CBSementes o ano inteiro, mas nem sempre fica claro o que exatamente é o evento, quem o organiza e por que ele concentra tanto do calendário técnico do setor. Este texto explica isso — e, no fim, o que levamos para a edição de 2026.
O que é o CBSementes
O Congresso Brasileiro de Sementes é organizado pela ABRATES — Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes, entidade com mais de 50 anos de história. O congresso é realizado desde 1979 e é reconhecido, nas palavras da própria organização, como o maior evento latino-americano sobre sementes.
A periodicidade é bienal. A XXII edição aconteceu em 2024; a XXIII edição foi realizada de 25 a 28 de agosto de 2026, no Rafain Palace Hotel & Convention, em Foz do Iguaçu (PR), sob o tema "Sementes: Alicerces para Ciência, Tecnologia e Produção".
A organização estimava mais de 1.500 participantes para a edição de 2026, reunindo um público bastante heterogêneo: técnicos de laboratório, produtores, empresários, pesquisadores, docentes e estudantes de graduação e pós-graduação.
Como a programação é estruturada
O congresso combina quatro formatos, e entender essa divisão ajuda a decidir como participar:
| Formato | O que é |
|---|---|
| Palestras e painéis | Grade principal, com especialistas convidados |
| Sessão oral | Apresentação de trabalhos científicos selecionados |
| Sessão pôster | O maior volume de pesquisa apresentada no evento |
| Showroom tecnológico | Estandes de empresas de sementes, insumos, máquinas e equipamentos |
Além da grade principal, o CBSementes abriga simpósios temáticos que funcionam quase como eventos dentro do evento. Na edição de 2026 foram três:
- XIII Simpósio Brasileiro de Tecnologia de Sementes Florestais
- VI Simpósio Brasileiro de Sementes de Espécies Forrageiras
- II Simpósio Brasileiro de Análise de Sementes
Essa estrutura é o que dá ao congresso alcance real: um pesquisador de sementes florestais e um analista de laboratório de rotina encontram, no mesmo evento, programação feita para cada um.
Por que ele concentra o setor
Duas características explicam a densidade técnica do CBSementes.
A primeira é a presença simultânea de pesquisa e indústria. A sessão de pôsteres traz centenas de trabalhos de universidades e institutos, enquanto o showroom reúne as empresas que operam a cadeia. É um dos poucos momentos do ano em que quem desenvolve método e quem compra método estão no mesmo corredor.
A segunda é a presença internacional. A edição de 2026 contou com o presidente e o vice-presidente da ISTA — International Seed Testing Association, além de membros do comitê. Para métodos de análise, isso importa mais do que parece: a ISTA é a entidade que estabelece as regras internacionais de análise de sementes, e é por esse caminho que uma técnica nova eventualmente vira método reconhecido.
O que a Nova Spectra levou
Esta foi a nossa segunda participação no congresso — a primeira havia sido na XXII edição, em 2024. A diferença mais concreta entre as duas é que, desta vez, o equipamento estava lá, em operação.
Levar o VideometerLab 4 com Autofeeder muda a natureza da conversa em um estande. Em vez de explicar o que a imagem multiespectral faz, é possível colocar a amostra do visitante no equipamento e mostrar o resultado — as 19 bandas entre 375 nm e 970 nm, a segmentação semente a semente e a classificação, em minutos.
Participamos ainda de duas formas na grade técnica:
- Uma palestra no palco principal, sobre aplicações do VideometerLab nas culturas que concentram a demanda brasileira — soja, milho e algodão — cobrindo danos de semente, umidade, fenotipagem e o protótipo de tetrazólio.
- Uma palestra na sessão de sementes florestais, sobre fenotipagem, análise de pólen e verificação de pureza genética.
- Um pôster na sessão científica, sobre heterogeneidade de umidade em sementes de soja, em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Os dois temas que mais renderam conversa
Tetrazólio. Foi o assunto de maior repercussão técnica no nosso estande — e cabe ser claro sobre o estágio: o que mostramos é um protótipo, ainda em desenvolvimento, e foi apresentado como tal. O interesse tem uma razão de fundo: o tetrazólio é um teste consolidado, com metodologia estabelecida e uma comunidade técnica exigente. Automatizar a leitura não substitui o método — reduz a subjetividade da interpretação e o tempo de análise, mantendo o critério que o setor reconhece. É trabalho que só faz sentido com validação contra o método de referência, em material real.
Uniformidade de umidade. Os equipamentos disponíveis hoje entregam a umidade média do lote. A média é necessária, mas não descreve como a água está distribuída — e dois lotes com a mesma média podem se comportar de forma diferente no armazenamento e na germinação. Medir a dispersão é informação adicional, e é a linha que estamos desenvolvendo. É uma frente em andamento, ainda sem validação publicada contra desempenho de armazenamento e germinação, e preferimos apresentá-la assim.
Ambos os temas conversam diretamente com o protocolo de recepção de soja que rodamos no estande, que avalia esverdeamento, rompimento de tegumento, quebrados, cercospora, dano por umidade, dano por inseto, formato e peneira em uma única passagem — a mesma lógica de objetivação aplicada à classificação segundo a IN11.
Se você não conseguiu falar conosco
O movimento no estande foi intenso e não conseguimos conversar com todos que passaram. Se você foi um deles — ou se não esteve no congresso e quer testar a tecnologia no seu material — o caminho é o mesmo.
Envie uma amostra ao nosso laboratório em Curitiba. Registramos, analisamos e devolvemos um laudo indicando se a tecnologia distingue o que você precisa separar, normalmente em cerca de dez dias úteis. É o primeiro passo, antes de qualquer conversa sobre equipamento.
Fale com a nossa equipe técnica e descreva o seu material.
Continue lendo
Tecnologia Multiespectral é Destaque na Revista Mais Floresta
A Kolecti utiliza o VideometerLab para transformar o controle de qualidade na indústria florestal brasileira — de sementes de pinus a celulose e papel.
Ler artigo →TecnologiaControle de Qualidade de Grãos com a Tecnologia da Videometer
Como os Modelos de Classificação Abertos da Videometer e o Digital Grain Protocol permitem controle objetivo de qualidade em cereais, oleaginosas e leguminosas.
Ler artigo →