Tecnologia multiespectral é destaque na revista Mais Floresta
- Thomas Bruno Michelon
- 10 de fev.
- 3 min de leitura
A tecnologia multiespectral aplicada ao controle de qualidade florestal vem ganhando cada vez mais espaço no Brasil — e agora também é destaque na revista Mais Floresta, uma das principais referências do setor. Em matéria publicada em fevereiro de 2026, a Kolecti é apresentada como protagonista na aplicação da análise multiespectral, colocando dados, automação e ciência no centro das decisões da cadeia florestal.

Controle de qualidade florestal baseado em dados
Em um setor que exige eficiência, previsibilidade e sustentabilidade, o controle de qualidade deixou de ser apenas uma etapa operacional. Segundo a reportagem, a Kolecti vem transformando esse processo ao substituir métodos subjetivos por análise de imagem multiespectral, tecnologia já consolidada internacionalmente e agora adaptada às demandas brasileiras.
“O controle de qualidade passa a ser automatizado por imagem multiespectral, aumentando a precisão, a padronização e a segurança na tomada de decisão.”
Essa abordagem reforça a importância do controle de qualidade florestal baseado em dados, reduzindo incertezas e aumentando a competitividade de viveiros, produtores de sementes e indústrias.
Análise multiespectral: enxergar além do visível
A matéria destaca o uso do VideometerLab, equipamento capaz de capturar imagens em até 19 comprimentos de onda, incluindo faixas invisíveis ao olho humano, como o ultravioleta e o infravermelho próximo.
“A imagem deixa de ser apenas visual e passa a ser uma fonte robusta de dados quantitativos.”
Cada pixel carrega informações espectrais que, combinadas com modelos estatísticos e inteligência artificial, permitem identificar características invisíveis em sementes, fibras e materiais florestais — como sementes vazias, danos internos, contaminações e variações fisiológicas.
Aplicações estratégicas na produção de sementes florestais
Um dos pontos centrais da reportagem é a aplicação da tecnologia multiespectral na produção de sementes de pinus, especialmente no Sul do Brasil. Gargalos históricos, como sementes inviáveis, baixa germinação, dormência e problemas fitossanitários, podem ser identificados de forma rápida, não destrutiva e padronizada.
“Uma única imagem multiespectral pode mapear diversos parâmetros, reduzindo a necessidade de múltiplos testes e etapas laboratoriais.”
Isso resulta em maior eficiência produtiva, redução de perdas e melhoria na uniformidade das mudas.
Tecnologia multiespectral em toda a cadeia florestal
A reportagem também mostra que a análise óptica e espectral vai além dos viveiros. No setor industrial, especialmente em papel e celulose, a tecnologia permite avaliar parâmetros como:
Relação celulose/lignina
Homogeneidade da fibra
Teor de umidade
Granulometria e cor do papel
“Quando a indústria conhece com precisão a qualidade da fibra, consegue calibrar processos e reduzir consumo de energia e químicos.”
Esse nível de controle impacta diretamente o custo por tonelada produzida e a sustentabilidade do processo.
Parcerias tecnológicas que elevam o padrão do setor
Outro destaque da matéria é a parceria com a Videometer, referência mundial em análise multiespectral, e com a Nova Spectra, responsável por trazer essa tecnologia de ponta para a América Latina.
“Mais do que equipamentos, a parceria viabiliza escala, confiabilidade e aplicações inéditas no Brasil.”
Essas alianças permitem que o setor florestal nacional tenha acesso a tecnologia padrão-ouro, com suporte técnico, calibração adequada e capacidade de processamento de grandes volumes de dados.
Sementes digitais e rastreabilidade
A tecnologia também introduz o conceito de “sementes digitais”. Cada amostra analisada gera um histórico completo de imagens e dados, armazenado em banco de dados.
“A amostra física se degrada, mas a informação digital permanece.”
Isso garante rastreabilidade, transparência, contraprovas e histórico comparativo, transformando dados em um ativo estratégico para empresas florestais.
O futuro do controle de qualidade florestal
A matéria da Mais Floresta reforça que a análise multiespectral é um caminho sem volta, especialmente diante da escassez de mão de obra especializada e da necessidade crescente de automação e padronização.
Ao unir ciência aplicada, tecnologia de ponta e foco em resultados, a Kolecti se posiciona como um elo estratégico entre campo, indústria e inovação, contribuindo para um setor florestal mais eficiente, competitivo e sustentável.
📌 Fonte: Revista Mais Floresta – “Kolecti leva a análise multiespectral ao centro do controle de qualidade florestal”





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